Quais são os estágios do glaucoma?
Equipe de Glaucoma — Instituto Vasques de Glaucoma
Dra. Samantha Vasques
CRM 52-93785-1 | RQE 24170
Dr. Ricardo Lucchesi
CRM 52-112259-2 | RQE 41462
Dra. Bruna Aloan
CRM 52-121326-1 | RQE 56133

Se você tem glaucoma, já deve ter ouvido o médico falar em glaucoma “inicial”, “moderado” ou “avançado”. Mas o que esses termos significam exatamente? E por que conhecer o estágio do seu glaucoma é tão importante? Neste post, explicamos os estágios da doença e como eles influenciam diretamente o tratamento.
Por que os estágios do glaucoma importam?
Conhecer o estágio do glaucoma é essencial por dois motivos principais:
Como o estágio é determinado?
O estágio do glaucoma é determinado principalmente pelo resultado do campo visual — o exame que avalia a extensão da visão periférica. O grau de comprometimento do campo visual é o principal parâmetro utilizado pelos especialistas para classificar a doença.
O OCT do nervo óptico e a avaliação clínica do nervo também contribuem para essa classificação.
Os estágios do glaucoma
Nesse estágio, há sinais de dano ao nervo óptico detectáveis no OCT — como redução da espessura das fibras nervosas —, mas o campo visual ainda está normal. A pessoa não sente nada e o exame de campo visual não mostra alteração. O dano existe, mas ainda não afetou a visão funcional.
O campo visual apresenta alterações leves, geralmente nas regiões periféricas. A pessoa raramente percebe qualquer dificuldade visual no dia a dia, porque as perdas são sutis e o cérebro compensa as regiões afetadas. O tratamento nessa fase geralmente consegue ser feito com colírios, mantendo a pressão em níveis que estabilizam a doença.
As alterações no campo visual são mais extensas e já comprometem regiões mais próximas do centro da visão. Ainda assim, a visão central costuma estar preservada. O tratamento pode exigir combinação de medicamentos ou procedimentos adicionais, e a pressão-alvo precisa ser mais rigorosa.
Nesse estágio, há perdas extensas no campo visual, com comprometimento significativo da visão periférica e, em alguns casos, aproximação do campo central. A visão para atividades do dia a dia pode estar prejudicada. O tratamento geralmente exige cirurgia para atingir pressões muito baixas — em torno de 10 a 12 mmHg — que permitam estabilizar um nervo óptico já bastante comprometido.
No estágio mais avançado, a visão central também foi afetada, restando apenas uma pequena “ilha” de visão ou visão muito reduzida. Nesse ponto, o principal objetivo do tratamento é preservar o máximo possível da visão restante e garantir qualidade de vida ao paciente.

Está com dúvidas sobre o seu tratamento?
Falar com a equipeA pressão-alvo muda conforme o estágio
Um dos aspectos mais importantes de conhecer o estágio do glaucoma é que ele define diretamente a meta de pressão ocular:
Isso explica por que dois pacientes com glaucoma podem ter tratamentos muito diferentes, mesmo que ambos estejam “com a pressão controlada”.
O estágio pode piorar?
Sim. Se o tratamento não for adequado ou se a adesão for baixa (por exemplo, esquecimento dos colírios), o glaucoma pode progredir de um estágio para o seguinte. Por isso, é fundamental manter o tratamento em dia, fazer os exames de acompanhamento regularmente e não faltar às consultas.
Com tratamento adequado e acompanhamento regular, é possível estabilizar o glaucoma em qualquer estágio e preservar a visão por muitos anos.
Conclusão
Conhecer o estágio do seu glaucoma é o primeiro passo para entender o seu tratamento. Pergunte ao seu especialista em qual estágio você está e qual é a sua pressão-alvo — essas informações são fundamentais para você participar ativamente do controle da sua doença.
Este conteúdo foi elaborado pela equipe de glaucoma do Instituto Vasques de Glaucoma com fins educativos. Não substitui a consulta médica.
