Instituto Vasques de Glaucoma
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10 Coisas que Você Não Deve Fazer se Tem Glaucoma

Equipe de Glaucoma — Instituto Vasques de Glaucoma

  • Dra. Samantha Vasques

    CRM 52-93785-1 | RQE 24170

  • Dr. Ricardo Lucchesi

    CRM 52-112259-2 | RQE 41462

  • Dra. Bruna Aloan

    CRM 52-121326-1 | RQE 56133

10 Coisas que Você Não Deve Fazer se Tem Glaucoma

Receber o diagnóstico de glaucoma muda a rotina. Junto com o tratamento, surgem muitas dúvidas: “Será que estou fazendo algo errado no meu dia a dia que pode piorar a doença?” Essa é uma das perguntas mais comuns no consultório.

A boa notícia é que, com algumas mudanças simples, é possível proteger sua visão e evitar que o glaucoma progrida mais rapidamente do que o esperado. Veja abaixo os 10 erros mais comuns — e como evitá-los.

1. Usar o colírio em horários diferentes a cada dia

Os colírios para glaucoma precisam ser usados em horários fixos. Medicações de uso único diário devem ser pingadas sempre no mesmo horário. As de uso a cada 12 horas precisam respeitar esse intervalo à risca.

Se você aplicou o colírio às 7h da manhã, a próxima dose deve ser às 7h da noite — não às 10h da noite. Esse intervalo irregular cria um “buraco” na proteção: a pressão ocular sobe durante o período sem medicação, e o nervo óptico fica exposto a essa pressão elevada.

Dica: configure um alarme no celular para nunca esquecer.

2. Usar gravata com o nó muito apertado

Isso vale especialmente para homens que usam gravata no trabalho todos os dias. O nó muito apertado ao redor do pescoço prejudica a circulação sanguínea na região e pode elevar a pressão ocular.

Usar gravata ocasionalmente — em casamentos, eventos — não causa problema. O risco é para quem usa diariamente e mantém o nó apertado por horas.

Dica: afrouxe o colarinho e o nó sempre que possível, especialmente ao sentar.

3. Negligenciar o acompanhamento cardiológico

Hipertensão arterial, diabetes e colesterol elevado são alguns dos principais fatores de risco para que o glaucoma piore mais rapidamente. Essas doenças afetam os vasos sanguíneos e reduzem o fluxo de sangue que chega ao nervo óptico — privando-o de oxigênio e nutrientes.

Quem tem glaucoma deve fazer um check-up cardiológico ao menos uma vez por ano para garantir que essas condições estejam bem controladas.

4. Tocar instrumentos de sopro por longos períodos

Quando fazemos esforço prendendo o ar na barriga — como ao tocar flauta, trompete ou oboé — a pressão dentro do corpo aumenta, incluindo a pressão ocular. Esse fenômeno é chamado de manobra de Valsalva, e também acontece ao levantar pesos muito pesados ou durante o esforço para evacuar.

Tocar um instrumento de sopro por duas ou três horas seguidas pode elevar a pressão ocular de forma significativa. Se você tem esse hábito, informe seu oftalmologista para que a medicação possa ser ajustada e o controle da pressão seja mais eficaz.

5. Usar colírios que clareiam os olhos

Existem colírios vendidos livremente em farmácias que prometem “clarear” e “descansar” os olhos. Muitos contêm uma substância chamada nafazolina, que é um vasoconstritor — ou seja, contrai os vasos dos olhos, deixando-os menos vermelhos.

O problema é que essa substância também aumenta a pressão ocular, o que é extremamente prejudicial para quem tem glaucoma. Esses produtos não devem ser usados por pacientes com glaucoma.

Se você sente os olhos vermelhos ou cansados, converse com seu oftalmologista. A alternativa segura são os colírios de lágrima artificial, que não contêm vasoconstritores.

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6. Não usar colírio de lágrima artificial

Falar em colírio de lágrima artificial logo aqui não é coincidência. Os colírios usados no tratamento do glaucoma têm como efeito colateral comum o ressecamento dos olhos, causando coceira, ardor e vermelhidão.

Muitos pacientes ignoram esse desconforto ou tentam resolver com colírios vasoconstritores — o que piora o problema. A solução correta é usar colírio de lágrima artificial, que hidrata os olhos e alivia esses sintomas sem interferir na pressão ocular.

Converse com seu oftalmologista sobre qual opção é mais indicada para o seu caso.

7. Praticar posições de yoga com a cabeça para baixo

Yoga é uma prática maravilhosa para o corpo e a mente. No entanto, as posições invertidas — aquelas em que a cabeça fica abaixo do nível do coração — elevam a pressão ocular de forma significativa.

Isso não significa que você precisa abandonar o yoga. As posições em que a cabeça permanece no nível normal são seguras. O que deve ser evitado são as posturas invertidas, como a posição sobre a cabeça e similares.

Dica: informe seu instrutor sobre o glaucoma para que ele possa adaptar a prática para você.

8. Usar óculos de natação ou de mergulho com frequência

Os óculos de natação e de mergulho exercem pressão direta sobre os olhos, o que pode elevar a pressão ocular durante o uso. Para quem mergulha ou nada ocasionalmente, isso provavelmente não vai causar dano.

Mas quem pratica esses esportes com frequência — várias vezes por semana — deve conversar com seu oftalmologista. Em alguns casos, é possível ajustar o esquema de medicação para tornar a prática mais segura.

9. Faltar às consultas e exames oftalmológicos

Usar o colírio todos os dias é fundamental, mas não é suficiente por si só. Com o passar do tempo, as medicações podem perder parte da eficácia, e o glaucoma pode se tornar mais difícil de controlar. Por isso, os exames periódicos são insubstituíveis.

Somente por meio de exames como o campo visual e a tomografia do nervo óptico é possível detectar qualquer sinal de progressão da doença precocemente — quando ainda há tempo de ajustar o tratamento e preservar a visão.

Siga o intervalo de consultas recomendado pelo seu médico. Não espere sentir sintomas para marcar uma consulta: o glaucoma geralmente avança sem dor e sem percepção de perda visual no início.

10. Viver sob estresse constante

O estresse crônico afeta praticamente todos os sistemas do nosso organismo — e com os olhos não é diferente. Estudos mostram que pessoas com rotinas muito estressantes tendem a ter uma piora mais rápida do glaucoma.

Uma prática que tem comprovação científica de ajuda no controle da pressão ocular é a meditação do tipo mindfulness. Existem cursos presenciais e online que ensinam essa técnica, e ela pode ser incorporada à rotina de forma gradual.

Cuidar da saúde mental é também cuidar da saúde dos olhos.

Resumo

Ter glaucoma não significa abrir mão de uma vida plena. Com atenção a esses detalhes do dia a dia — e seguindo o tratamento corretamente — é possível manter a doença controlada por muitos anos.

Se você tiver dúvidas sobre alguma atividade específica que pratica, não hesite em conversar com seu oftalmologista. Cada caso é único, e o médico pode orientar da melhor forma para a sua situação.

Este conteúdo foi elaborado pela equipe de glaucoma do Instituto Vasques de Glaucoma com fins educativos. Não substitui a consulta médica.

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